João do Pulo, vira João do Vôo

 

O lendário João do Pulo vai virar filme. A produção chamada João do Vôo, para TV a cabo, recebeu financiamento de R$ 301 mil da Ancine para um documentário sobre a vida do ex-recordista mundial do salto triplo, medalha de bronze nas Olimpíadas de Moscou, vítima de trágica morte por depressão e cirrose hepática. Quando João do Pulo esteve internado no hospital em SP, lembro-me de ter ido visitá-lo acompanhando Rafael Greca, então ministro do Esporte e Turismo. Além da simpatia e do talento – que deu tantas glórias à bandeira do Brasil – o atleta era um bom caráter.

Tutti buona gente

Os promotores do Grupo Anti-Máfia da Justiça Italiana investigam as relações de Henrique Pizolatto – ex-candidato a governador do Paraná pelo PT,dirigente do Banco do Brasil condenado e foragido do Brasil no caso do Mensalão do PT – com Valter Lavitola, operador financeiro de Silvio Berlusconi.

Ambos estão presos na Itália. Um em Módena, outro em Nápoles. Lavítola havia fugido da Itália para o Panamá. Pizolatto fugiu do Brasil para a Itália, via aeroporto de Buenos Aires.

Ninah Jo, nasce uma estrela

Ninnah Jô lança Caminhos de Mim - seu primeiro CD, onde explora as potencialidades de seu timbre de voz, elegante e inconfundível.

Bem cuidada produção musical com  consagrados instrumentistas: Wagner Tiso no piano, Jacques Morelembau no cello, Marco Lobo na percusão, Cláudio Infante na bateria, Marcelo Martins no sax. Os mestres de música promovem as harmonias para a voz da cantora curitibana. Ninnah vive hoje no Rio de Janeiro. Sua gravadora é a empresa carioca Mills Records

Pompéia, a viagem no tempo


Pompéia, outrora uma das mais belas cidades do Império Romano, fica a 22 km de Nápoles, ao sopé do vulcão Vesúvio, num litoral tido até hoje como o paraíso na terra.

O lugar é tão bonito que os poetas latinos chamaram-no de Campania Felix. Ou os campos da felicidade. A região era, naquele tempo heroico, um sonho semeado nas encostas de um vulcão.

Com tudo que isto traz bom, como os frutos e primícias da terra brotados em terra aquecida ,os recortes da paisagem debruçada sobre o mar, e todos os perigos de uma vida efêmera, permanentemente ameaçada pelas fúrias.

Mas, como não há bem que sempre dure,no ano 79 depois de Cristo, uma erupção colossal do vulcão Vesúvio, destruiu completamente a próspera cidade balneária, sepultando-a  e a maioria de seus habitantes , numa chuva de cinzas e pedras,em maré de lava incandescente. Na imagem, o Templo de Apolo, antes e depois da erupção.

Na ocasião, também desapareceram duas outras cidades belas daquele litoral, as vizinhas Herculanum e Stabia, hoje Ercolano e Castellammare di Stabia.

Em todas as três localidades, esplêndidas villas de veraneio de nobres patrícios romanos e filósofos helenistas vindos de todo Mediterrâneo. Veja aqui, em planta e em cenografia moderna a reconstrução da casa dos Vettii, nobre família patrícia.

Nas imagens, de pintores românticos do século 19, a memória de uma grafiteiro na então chamada Via da Abundância, e de uma jovem escrava tratando pombas num pátio com afrescos.

Pompéia, a viagem no tempo, continua aqui no blog. Leia Mais em Viagem.

FIFA go home

 

 

Ninguém podia imaginar – Lula e Dilma muito menos – que a Copa 2014 no Brasil chegaria com 55% dos brasileiros reprovando sua realização. Uma das razões é o absurdo disparate dos custos – padrão FIFA -, já na esfera dos R$ 30 bilhões, correndo o risco de explodir para muito mais.

Continuamos no mesmo diapasão do Pan-Americano no Rio, em 2007, que superou 10 vezes o orçamento original.

Em setembro de 2011, a Controladoria-Geral da União, no Portal da Transparência, afirmava: a  Copa custará R$ 23,4 bilhões.  Já naquela época, a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base, que tem acordo de cooperação técnica com a CBF e o Ministério do Esporte, trabalhava com R$ 112 bilhões, para o custo total do Mundial.

A grande imprensa mundial não fala noutra coisa: o Brasil incandescente, qual brasas sobre as cinzas de uma calma aparente.

 Apesar do governo insistir em camuflar, o mal estar é evidente. Há uma incerteza no ar, mix de corrupção, mal versação de recursos, insegurança, volta da temida inflação.

Há uma nova classe média, inquieta e exigente, convivendo com populações à margem da miséria, muita gente jogada nas ruas, quadrilhas organizadas agindo em todos os segmentos sociais, quando não exercendo o poder – acima dos governos – de dentro das cadeias.

A pergunta dos jornalistas estrangeiros é uma só: vamos repetir  junho de 2013, quando as ruas se incendiaram? Voltarão às ruas , 1,2 milhões de paulistas, 2 milhões de cariocas, outros tantos milhares em todas as cidades sede da Copa?

Motivos não faltam para protestar. Só as obras dos estádios – em construções e adaptações ao padrão FIFA – explodiram de R$ 2,4 bilhões para mais de R$ 8 bilhões. Muito mais do que dispenderam, juntas, a Alemanha – na Copa de 2006 – e a África do Sul – na Copa 2010.

O jornalista Alejandro Ciriza, em artigo no El País online, comenta:  “Não vai ter Copa”, diz o cartaz colado nos muros do edifício Martinelli, no coração de SP. Nas conversas de boteco, a indignação se manifesta. – “ É a Copa da elite, dos ricos, da FIFA, existem outras prioridade no Brasil, diz Jô, vendedor do colorido Mercado Municipal de SP (…)

Apesar dos gastos exagerados e astronômicos persistem os problemas de infraestrutura em todo o Brasil. Não avançaram os indispensáveis projetos de mobilidade urbana. Os aeroportos estam inacabados e entram em colapso com facilidade.O preço dos serviços encareceu em 2013 uns 8,75%, o desperdício com o dinheiro público enerva e irrita os cidadãos, que exigem mais investimentos em educação e saúde pública.

 Este ano as mobilizações não pararam mais diminuíram em afluência, por medo da violência.Já houve 143 prisões no Brasil

O governo federal contratou 180 mil agentes de segurança, para a temporada da Copa. Estarão mobilizados de 23 de maio a 18 de julho, cinco dias depois do encerramento da Copa. O comando central será em Brasília, com jornada de trabalho ininterrupta de 24 horas por dia.O custo estimado é de 260 milhões de euros, 780 milhões de reais.

O maior numero de visitantes é esperado no Rio e em Salvador. Mas Belo Horizonte também preocupa. Ali vai se instalar a Argentina. Messi alugou, – por 55 mil euros – uma luxuosa mansão para seus familiares – no exclusivo condomínio de Lagoa Santa,onde será vizinho de Ronaldinho Gaúcho. Já existe a ameaça do ataque de uma torcida organizada de 600 barras pesadas que tentariam molestar o campeão adversário.

O quadro se complica com a proximidade das eleições presidenciais em 5 de outubro. Estima-se em R$ 57 bilhões ou 19 bilhões de euros, os gastos do governo brasileiro com a Copa e as Olimpíadas Rio 2016.Em compensação, diz a agência Moody’s o impacto econômico será limitado. Dos 600 mil turistas esperados a expectativa já se reduziu à metade.

A FIFA, livre de qualquer despesa, segue fazendo bom negócio. Até agora já arrecadou R$ 3 bilhões em ingressos.

Por isso, 55% da opinião pública – manifesta em pesquisa Datafolha – já acredita que a Copa trará consigo mais prejuízos do que benefícios. Apenas 36% dos torcedores canarinhos mostram o otimismo que fez a euforia do presidente Lula quando marcou o evento no Brasil como um triunfo de seu governo.

Ilustram este post fotos recentes, feitas em SP, por Nacho Doce – para Reuters -, Miguel Schincariol – para AFP – e charge de Rodrigo Matos, publicada no Press Cartoon Europe.

Shakespeare eterno, aos 450 anos

 

Sábado, 26 de abril, o mundo celebra os 450 anos do registro de nascimento de William Shakesperare. Ninguém sabe ao certo o dia do seu aniversário. O bardo teria visto a luz do mundo pela primeira vez entre 19 e 25 de abril de 1564. Após 52 anos de vida fértil – 38 peças, 154 sonetos, dezenas de poemas narrativos -  exercendo as funções de mercador de cereais e literato, entre Londres e Stratford-upon-Avon, o mestre morreu em 23 de abril de 1616.

Fonte inesgotável de fertilidade literária, o dramaturgo e poeta inglês segue sendo o escritor que mais corre pelas veias de inspiração dos autores de sua posteridade, até os nossos dias.

Há um pouco de Shakespeare em todos os romances, novelas, séries de televisão, roteiros de filmes. Todo mundo copia o Bardo.

O escritor espanhol Javier Marias disse:  depois dele, nada mais precisaria ter sido escrito. Existindo os textos de Shakespeare que sentido tem enchermos folhas com nossas bobagens. Não só nunca alcançaremos suas alturas e profundidade, senão que é supérfluo acrescentar uma única letra àquilo que William Shakespeare narrou.Ele disse quase tudo, da melhor maneira possível.

Romeu e Julieta, Macbeth, Rei Lear e Hamlet nos consolam e nos ajudam a compreender os mistérios da alma e da miséria humana. Ser ou não ser, eis a questão.

Lua vermelha, Páscoa de sangue

Evaristo Sá fotografou o fenômeno da Lua Vermelha para Agência France Press, O Globo publicou. O mestre fotógrafo contrastou o eclipse com a escultura do Memorial JK, de madrugada.

Lua vermelha em Brasília.

Lua Vermelha, Páscoa de Sangue, diriam os antigos.

Que presságios nos pode trazer este sinal nos céus?

Incêndio Petrobrás agita Brasília e chega ao PR

A revista Veja desta semana revela:

O deputado federal André Vargas estaria sentindo-se abandonado pelo casal Gleisi Hofmann e ministro Paulo Bernardo, e também pelo ministro Gilberto Carvalho e, portanto, estaria disposto a abrir sua caixa de ferramentas – ou de informações.

Nas conversas com deputados, André Vargas também citou como algo que o PT não gostaria de ver revelado o caso da agência Heads Propaganda, do Paraná, diz Veja e continua:

A Heads é esquema deles”, teria declarado Vargas a colegas de partido.

Eles seriam a senadora Gleisi Hoffmann e o ministro das Comunicações do governo do PT.

Na gestão Dilma, a agência curitibana tornou-se líder em verbas recebidas do governo. A escalada meteórica está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Heads é de Claudio Loureiro, publicitário amigo do casal Gleisi e Bernardo, e faturou R$ 320 milhões em 2013 em contas do governo federal. Neste ano, assinou contrato de R$ 110 milhões para cuidar da imagem da Petrobras.

No programa Fantástico, da TV Globo, o deputado Fernando Francischini (SDD-PR) afirma que há fortes suspeitas de que parte dos R$ 10 bilhões lavados por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, financiou campanhas eleitorais. A lista de beneficiados é ampla e curiosamente também contempla a oposição.

Em Brasília, especula-se que André Vargas retorna à Câmara e renuncia ao mandato de deputado federal pelo PT-PR ainda antes da Páscoa. O ano político 2014, promete.

Soja: uma família, quatro bilionários

A revista Forbes aponta mais quatro bilionários no Brasil, e são todos da mesma família.

São os donos do grupo André Maggi, um dos líderes mundiais no segmento de agronégocio, e também um dos maiores produtores de soja do planeta.

Com um valor de mercado estimado pela publicação em US$ 6,26 bilhões, o grupo André Maggi é controlado pela família Maggi, liderada por dona Lúcia Borges Maggi (81). Além das lavouras o grupo controla empresas de navegação nos rios amazônicos.

O filho de Lúcia, o senador Blairo Maggi, é considerado o rosto do grupo. Sua irmã, Marli Maggi Pissollo está envolvida no dia a dia da Fundação André Maggi, o braço filantrópico da família.

Já o executivo Itamar Locks, casado com uma das filhas de Lúcia, cuida das fazendas do grupo.

Todos os quatro, d.Lucia, Blairo, Marli e Itamar, são bilionários, segundo a Forbes, com um patrimônio de US$ 1 bilhão cada.

Em fevereiro, a Forbes já havia apontado o senador Blairo Maggi como o político mais rico do Brasil, com uma fortuna de US$ 960 milhões na época.

Além de Lúcia Borges Maggi, outras 20 mulheres compõem a lista de bilionárias, publicada pela revista Forbes, no ranking dos brasileiros mais ricos.

Segundo o levantamento, ainda mais ricas que Lúcia são as filhas de Sebastião e Dirce Camargo – que morreu em abril do ano passado, aos 100 anos – herdeiras do grupo Camargo Corrêa.

Destaque também para as três filhas adotivas do fundador do Bradesco, Amador Aguiar – as gêmeas Lina Maria e Lia Maria Aguiar, e sua irmã Maria Ângela Aguiar Bellizia.

Cheiro de coisa ruim

Por oportuno, reproduzimos artigo – no Globo – de Zuenir Ventura, nosso estimado e bom amigo.

Aos 82 anos, parte da consciência crítica da Nação Brasileira, Zuenir Ventura é autor dos livros “1968: o ano que não terminou”, “Cidade Partida”,”Inveja: Mal Secreto”, “Chico Mendes: Crime e Castigo: Quinze anos depois”. Não é o tipo de repórter e escritor que a esquerda possa acusar de parcial.

Leiam o mestre:

Cheiro de Coisa Ruim

por Zuenir Ventura

Brasília tem fornecido à apreciação nacional um festival de “malfeitos”, que é a expressão consagrada pela presidente Dilma para definir deslizes e desvios cometidos por políticos e servidores públicos. O eufemismo acabou facilitando a vida dos jornalistas, que assim podem denunciar escândalos sem serem processados pelos envolvidos, desde que não chamem de ladrão quem roubou, e sim de autor de malfeito.

Bons tempos aqueles em que se dava nome aos bois sem medo e sem meias palavras: “Ademar rouba, mas faz.”

Nestas últimas semanas, os malfeitos foram ilustrados com exemplos que vão da promiscuidade entre um vice-presidente da Câmara e um traficante de dólares até os descaminhos da Petrobras com ameaça de CPI, passando pela manobra sorrateira de oferecer às operadoras de planos de saúde um perdão de multas de R$ 2 bilhões.

O caso mais rumoroso foi o do petista André Vargas, amigo do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, de quem usou emprestado o jatinho para viajar de férias com a família. Uma das gravações mostra que o deputado ajudava o fora da lei a negociar contratos suspeitos do Ministério da Saúde e que este chega a garantir ao parceiro que a negociata seria a “independência financeira dos dois” — palavra de quem comandava um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 10 bilhões em operações nebulosas. Apanhado em contradições e mentiras, Vargas, cujo patrimônio cresceu 50 vezes em dez anos, encalacrou-se tanto que, pressionado pelo próprio partido, Lula à frente, teve que se licenciar e renunciar à vice-presidência da Câmara. Mas já prometeu voltar de “cabeça erguida”, o que não é vantagem numa casa em que muitos de colegas costumam andar de cabeça baixa.

Enquanto isso, prosseguia a novela de nossa maior produtora de petróleo, que agora produz também discutíveis transações comerciais. A oposição recorreu ao STF para tentar instalar a CPI exclusiva, e o Planalto tenta ampliá-la para incluir denúncias contra governos de oposição. A esperta alegação é que é preciso apurar tudo, ou seja, não apurar nada.

Correndo por fora, há a medida com cheiro de coisa ruim para beneficiar os planos de saúde, segundo a qual uma multa que hoje seria de R$ 4 milhões cairia, com a nova regra, para R$ 160 mil. O perdão seria de R$ 2 bilhões para as operadoras. Um detalhe: a proposta infiltrou-se sub-repticiamente numa medida provisória aprovada na Câmara e que não tinha nada a ver com o caso.

A iniciativa é tão absurda que dever ser barrada no meio do caminho, mas já mostrou sua generosa intenção de impedir que 50 milhões de usuários continuem explorando os indefesos planos de saúde, coitados.

Como se vê, em Brasília há malfeitos para todos os gostos.


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