Arquivo para junho de 2013

Uma imagem fala mais que mil palavras

Brasília, 17 de junho de 2013.

Os pobres felizes

                                                                  por Fernando Rodrigues*, na Folha SP (15/06/2013)

Milhares de pobres felizes inundarão a TV em comerciais estatais nos próximos dias falando como é maravilhoso comprar um forno de micro-ondas ou um sofá financiado por Dilma Rousseff. A presidente despejará bilhões de reais nessa nova modalidade de felicidade instantânea –futura nem tanto.

Os comerciais de TV do governo (por meio da Caixa) são o único ambiente do mundo no qual os pobres estão sempre 100% felizes. Faz parte. Propaganda é para melhorar o astral de quem assiste. Afinal, quem olha pela janela em grandes centros urbanos não tem visto tanta alegria assim nos últimos dias.

As manifestações do Movimento Passe Livre em São Paulo e em outras capitais podem ser analisadas de várias formas. Muito já foi dito (e ainda será) sobre o despreparo da polícia. Ou a respeito do vandalismo incivilizado de parte dos ativistas.

Só que o mais relevante talvez seja a mensagem difusa vinda das ruas. Apesar do alto grau de aprovação das administrações federal e estadual (de São Paulo), há uma insatisfação latente em grandes metrópoles. Está claro que o tal Movimento Passe Livre não controla tudo.

Para cada pessoa protestando na rua há outras milhares que preferem ficar em casa, embora não menos insatisfeitas. Uma análise chapa-branca poderia argumentar que os protestos atuais são inconsequentes. O Brasil crescerá neste ano mais do que em 2012. Há pleno emprego. Tudo isso é verdade. Ainda assim, cidadãos podem considerar isso insuficiente para sorrir como nas propagandas.

Quem vive em grandes cidades sabe muito bem. São Paulo e Rio têm cotidianos inviáveis. Trânsito insuportável, transporte público péssimo, poluição, saúde pública ruim. Há, é claro, o programa Meu Micro-Ondas, Minha Vida. Mas, às vezes, só um eletrodoméstico é pouco para manter os cidadãos comportados dentro de casa e assistindo a pobres felizes nos comerciais de TV.

Ideias de Fernando Rodrigues.*Repórter em Brasília. Na Folha, foi editor de “Economia” (hoje “Mercado”), correspondente em Nova York, Washington e Tóquio. Recebeu quatro Prêmios Esso (1997, 2002, 2003 e 2006).

Yes, we scan! O Grande Irmão em ação

Está bombando na internet, desde o blog do Marcelo Tas, réplica do poster cult Yes, we can! que marcou a primeira eleição do presidente norte-americano. Agora redesenhado para os tempos atuais onde o outrora defensor das liberdades individuais na rede mundial admite espionar a vida dos cidadãos através e-mails e posts nas redes sociais: Yes, we scan! (Sim, nós copiamos, nós escaneamos!)

A crítica marca os 64 anos da publicação do famoso livro de ficção – 1984- de George Orwell que, nos idos de 1949 já profetizava os governos controlando a vida das pessoas, monitorando e espionando os cidadãos por meios eletrônicos, que o escritor chamou de Big Brother, o Grande Irmão.

Poucas pessoas no mundo sabem com tanta precisão o valor da Internet. Obama, com uma grande operação tecnológica, o presidente norte americano conseguiu amealhar US$ 690 milhões em doações que materializaram seu recente triunfo eleitoral em 2012. Na ocasião, a campanha do candidato democrata, através de aplicativos inovadores mobilizou 4,4 milhões de pequenos financiadores.

Até vir a tona o escândalo das escutas e espionagem na internet, Obama tinha 23 milhões de seguidores no Twitter, 45 milhões de curtidores no Facebook, e 1 milhão de compartilhamentos da foto da vitória, postada em sua fanpage. Informa a revista italiana Panorama. Na foto Reuters o dia em que uma mosca azul pousou na testa do presidente.

Na Folha SP, José Simão, o irreverente Macaco, imperdível no seu ofício da fazer graça, também disse: E o orelhão do Obama? O Obama está escutando tudo. Yes, eu escuto!

Indignados expõem sua razão

Esta imagem é reveladora. Bomba nas redes sociais brasileiras post com a foto do jovem mascarado segurando um singelo cartaz repleto de cifras manuscritas.

Com 3.030 compartilhamentos até o momento, traduz a visão dos Indignados, como se autodenominam os jovens brasileiros que estão nas ruas – em buliçoso protesto.

A imagem vem acompanhada de matemática elementar, espelho do aumento de tarifa de transportes públicos em SP, a maior cidade do país.

Dizem são só 0,20 centavos:

Metrô – 4,5 milhões usuários por dia.
4,5 milhões x 0,20 centavos

Dia = 900.000,00 mil
Mês = 19.503.000,00 milhões, considerando 21,67 dias úteis.
Ano = 234.036.000,00 milhões – 260 dias úteis.

Ônibus – 6 milhões de usuários por dia 
6 milhões x 0,20 centavos

Dia = 1.200.000,00 mil
Mês = 26.004.000,00 milhões – 21,67 dias úteis
Ano = 312.048.000,00 milhões – 260 dias úteis

CPTM – 2,3 milhões usuários por dia
2,3 milhões x 0,20 centavos

Dia = 460.000,00 mil
Mês = 9.968.200,00 milhões – 21,67 dias úteis
Ano = 119.618.400,00 milhões – 260 dias úteis

E termina com a pergunta inquietante: São só 0,20 centavos, né?

Na foto, na avenida Barão do Sêrro Azul, em Curitiba, jovens ativistas carregam faixa onde se lê: Transporte não é mercadoria, tarifa zero todo dia.

A manifestação que começou em São Paulo e no Rio, pedindo redução da tarifa de transporte coletiva e passe livre para estudantes, ganhou proporções nacionais, ao agregar as mais diferentes tribos e bandeiras.

A internet permite a mobilização sem o controle dos donos do poder – governantes, proprietários da mídia comercial. Afinal rádios, jornais e TVs podem ser domesticados e amestrados por uma política de sucessivos anúncios e campanhas publicitárias, e até interesses inconfessáveis os mais variados, tanto por parte dos governos, como por parte das empresas de transporte coletivo.

O que antes era quase impossível, hoje se faz on line, e sem censura. Seria razão dessa proliferação de pleitos a insatisfação com um sistema político que não representa mais o eleitor?

Novos atos estão marcados para esta semana no Rio, São Paulo, Porto Alegre, BH, Londrina e Curitiba.

A semana promete. Começou com manifestantes interditando, na manhã desta segunda, 17, a rodovia BR-040, região metropolitana de Belo Horizonte. O protesto pedia melhoria no transporte público.Indignados atearam fogo em pneus e entulhos no trevo de Ribeirão das Neves. Nenhum carro foi atingido. Congestionamento de 12 km, a consequência do protesto… Sobre Indignados Brasileiros Leia Mais em Fotos da Semana, Leia Mais em Ideias.

Pagaram mas não sentaram…

Apesar do alto preço dos ingressos e da exigência da FIFA que só admite espectadores em poltronas, estes cariocas pagaram e não levaram…

Assistiram o jogo Itália 2 x México 1, no Maracanã, sentados no chão, longe das poltronas que lhes foram vendidas. Isso qualifica roubo?

A primeira vaia a gente nunca esquece

Sinal preocupante de baixa popularidade, as vaias contemplaram o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na abertura da Copa das Confederações. Soam estranhas diante dos índices lustrosos das pesquisas de opinião divulgadas pelo governo e pelo PT. Mas combinam com as vozes que vem das ruas…

Dilma fez o que Brasília chama de cara de paisagem.O presidente da FIFA, Joseph Blatter, pediu respeito e fair play, sem sucesso. Também foi vaiado -talvez pela biografia… Aplausos do público? Só para o Hino Nacional.

No sábado, no estádio Mané Garrincha, antes do jogo Brasil x Japão, com transmissão ao vivo por toda a mídia. Ficou impossível esconder…

Na plateia, feliz da vida, em trajes de canarinho, o senador paranaense Álvaro Dias (PSDB), muito ligado à CBF desde que foi relator de uma CPI do Futebol, hoje um dos líderes da oposição no Congresso Nacional.

Barthi Kher & a condição feminina na Índia

Artista inquieta, nascida em Londres em família hindú, Barthi Kher é hoje muito considerada pela crítica, pela sua obra de denúncia, que vai da preservação da vida selvagem até a opressão feminina na Índia e no Oriente.

Hoje mora em Nova Delhi onde casou e mantém expressivo e produtivo atelier. Sua primeira obra de impacto foi o Elefante Abatido. Escultura em tamanho real denunciando a caça predatória das presas de marfim. Foi vendida por US$ 1,5 milhão pela Sotheby’s de Londres em 2010. Belo também o tigre de Bengala em tons de fúcsia e negro.Mais pop, impossível.

A escultura apropria elementos da cultura indiana para fortalecer a denúncia social da opressão feminina. Saris e bindhis – adornos tradicionais usados na testa pelas mulheres casadas hindús – e o corpo da mulher servem de suporte para um vigoroso discurso de libertação, anti-machista, pela não violência. Há até referência à mulher metade vaca sagrada e desrespeitada…

Nada mais oportuno num país, que venera a tradição masculina e parece desprezar a humanidade das filhas de Eva, submetidas a um vale de lágrimas desde o nascimento até a morte.

O noticiário recente contempla denúncias clamorosas de estupros coletivos seguidos de assassinato de frágeis meninas e moças. Ali, os culpados homens jamais sofrem punição, protegidos por outros – seus semelhantes – jurados.

Tudo isso se vê no olhar profundo de Barthi Kher, uma mulher a serviço do humanismo. Espero que a alteração das leis para criar responsabilidades na Índia não seja apenas uma reação à onda de violência. Mas um olhar significativo sobre nossa própria cultura e talvez um momento para reconfigurar nossos próprios preconceitos, diz a bela e brilhante artista.

Só justiça para o povo traz paz aos governantes

Se não há justiça para o povo, que não haja paz para os governantes. A frase do líder revolucionário mexicano Zapata bombou na internet brasileira, postada por jovens ativistas em seus twitters e perfis de redes sociais.

Todos inconformados com a alta das tarifas de ônibus urbanos. Patrimônio, público e particular, depredado. Pessoas desrespeitadas, espancadas, apedrejadas e feridas.Barbárie de autoridades até com jornalistas. Banalidade do mal nas ruas e on line.

No The Telegraph, de Londres, em primeira página, o flagrante da PM paulistana, armada à moda medieval, espancando casal de ativistas abraçados e desarmados. A ong Jornalistas Sem Fronteira denunciou na mídia mundial a violência da PM.

Em Paris, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que os protestos são atos de vândalos. O prefeito Haddad (PT), também em Paris, disse ser impossível um subsídio de R$ 6 bilhões por ano, e que aumentou a tarifa de R$ 3,00 para R$ 3,20, abaixo da inflação. Unidos no infortúnio dos protestos, e na satisfação da viagem à Cidade Luz, os dois adversários defendiam em Paris a candidatura de SP para sede de exposição universal. Depois da entrevista ainda tiveram tempo de jantar com o vice-presidente Michel Temer, num dos templos da gastronomia francesa.

Em SP passagens de ônibus e metrô subiram R$ 0,20, de R$ 3,00 para R$ 3,20… Mas em todo o país, a reação foi igual e contrária aos aumentos. A população parece começar a refletir em quem votou… Vejam a charge de Zé da Silva, no Diário Catarinense, ironizando os bandeirantes e os poderos de SP (PT e PSDB).

Violência gera violência… excessos de ambos os lados. Parece ter sobrado despreparo no comando da PM paulistana , práticas afastadas de modos civilizados. Norton Lima Jr postou foto do policial despejando spray de gás pimenta, – talvez com efeito moral lacrimejante – sobre a câmera de um cinegrafista. O marqueteiro sentenciou: – é burrice!

O Brasil vive a politização de um processo técnico mal conduzido, no caso do transporte coletivo urbano.Custos benefícios não são claros. São verdadeiras e misteriosas caixas-pretas, as planilhas de cálculo de tarifas lançadas sobre a população. Na falta de argumentos convincentes, o porrete, balas de borracha, bombas de efeito moral, patas de cavalos, descem soltos…

As empresas de transporte coletivo – de lobby poderoso bem organizado em todo o Brasil – doam expressivas quantias para eleger prefeitos, governadores, senadores, deputados federais e até presidente da República. O povo deixa-se levar pelos favoritos nas pesquisas (compradas e vendidas a peso de ouro). Não são poucos os que perguntam: – o que eu ganho se votar em você?

Depois, a conta vem amarga.

Esta semana esta conta política foi cobrada nas ruas das principais cidade do Brasil. SP  virou praça de guerra, também houve quebra-quebra no Rio, Porto Alegre, Brasília e outras capitais. No Rio, cartaz bem humorado, avisava: – Ô fardado, você também é explorado. Em Curitiba (foto) manifestantes pediram abertura da Caixa Preta da Urbs, coisa que Fruet ainda não fez…E não vai fazer. Querem apostar?

Em SP, na manifestação de sexta, 14, criativos porretes com bolas de futebol na ponta, ironizam as estapafúrdias verbas públicas cedidas à FIFA – para a Copa das Confederações e a Copa 2014 – em comparação às verbas exíguas de subsídios e investimentos não só em transportes públicos, mas também em educação, saúde e habitação.

As Copas – das Confederações (2013 a partir desta semana) e do Mundo (2014, daqui há um ano exato) – vão gastar R$ 33 bilhões, dos quais apenas R$ 14 bilhões virão da iniciativa privada.

Em Brasília, manifestantes lúcidos denunciaram que o preço do estádio nacional Mané Garrincha daria para fazer 150 mil casas populares que o distrito federal não tem…

O povo acordou, o povo decidiu, ou para a roubalheira, ou paramos o Brasil, diz a faixa. Que tal se a maioria passar a dar-lhes razão?

As imagens que ilustram este post caíram na rede. Diego Zachetta do Estadão fotografou repórter é baleada no olho por PM- de SP – que atirou bala de borracha contra ela. Ato ocorreu no protesto contra o aumento na tarifa de ônibus e metrô, na quinta, 13. Policial estava em viatura da Rota.

Embora deploremos a violência, a barbárie, os excessos – de ambos os lados – não dá para não perceber que os protestos parecem despertar consciência política, de cidadania, na parcela mais jovem – e menos acomodada – da população.

Sobre a relação da alta das tarifas, a inflação, os protestos urbanos no Brasil, os gastos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, Leia Mais em Ideias: A gota que faltava, análise de Alexandre Versignassi, postada a 12 de junho no seu blog.

E pensem comigo: só a virtude dos governantes garante a felicidade do povo.

Bilionária, sem nenhum recato

Tamara Ecclestone casou-se com Jey Rutland, de maneira peculiar, numa festa solar, espécie de dionisíaca de verão que durou três dias, à beira mar, no Grand Hotel de Cap Ferrat. Os noivos, dourados pelo sol, vestiram roupas de praia brancas, ele de torso bronzeado nú.

A noiva é filha do CEO da Fórmula 1, com fortuna estimada em 3 bilhões de euros. Bernie Ecclestone é considerado o 12º homem mais rico do Reino Unido, diz a revista Forbes.

Os convidados foram acolhidos em 73 suítes do exclusive seis estrelas, um dos mais luxuosos da Riviera Francesa, ao custo de 600 mil libras. Revoada de jatinhos particulares trouxe os convidados ao aeroporto de Nice: o ator Jason Statham e sua bela mulher, Rosie Huntington-Whiteley, Paris Hilton, Sean Connery, e mais todos as bilionárias personalidades do lucrativo circo automobilístico da F1.

Papai Bernie, chegou a Cap Ferrat, no seu Rolls Royce, com uma pequena maleta, para abençoar o casamento.

Deu de presente aos noivos um espetáculo pop, onde produção e cachê dos artistas chegou a 4 milhões de euros. O concerto, num anfiteatro romano no bosque ao lado do hotel, foi conduzido por Elton John, com atuações especiais de Lionel Richie e Calvin Harris.

Trinta minutos de feérie de fogos de artifício sobre o mar arrematou a festa. Em todos os eventos atuou o famoso DJ Mark Ronson, o mesmo que selecionou as músicas do casamento de Tom Kruise e Katie Holmes. Tudo terminou com um mergulho seguido de cortejo nupcial em velozes lanchas, as cores do mar Mediterrâneo por testemunhas.

Mesmo assim caiu o padrão da família, no que se refere a opulência nupcial. A irmã mais nova de Tamara, Petra casou-se no verão de 2011, num castelo italiano, nos arredores de Roma, ao custo de 14,5 milhões de euros, numa festa animada por Eric Clapton, Andrea Bocelli, The Blak Eyed Peas e o DJ David Guetta.

O bilionário papai divorciou-se em 2009, de Slavica Ecclestone, considerada a divorciada mais rica do Reino Unido pelo jornal The Times. Bernie, aos 82 anos, casou-se no ano passado, em celebração discreta na residência familiar na Suíça, com a jovem brasileira Fabiana Flosi, diretora de marketing da F1.

As filhas, Tamara e Petra, recusaram-se a testemunhar a cerimônia, por solidariedade com sua mãe Slavica. Tamara revoltou-se, passou a dar escândalos, virou baladeira.

Os jornais da Europa dão a ficha corrida do corretor Jay Rutland, exbróker, noivo de Tamara.Os dois conheceram-se em Londres há seis meses.

El País informa que ele já negociou com cocaína e foi expulso do seu posto no mercado financeiro da City por tráfico de influências. Uma lua de mel prévia, numa tenda no deserto, nos arredores de Dubai, teria seduzido a moça.

Como é crença popular de que dinheiro não traz felicidade, na forma do costume da maioria das grandes herdeiras, Tamara coleciona relações sem final feliz. Dizem os tabloides: Tamara já namorou um chantagista que lhe pediu dinheiro em trocar de não revelar seus segredos íntimos, depois ficou com um vendedor de relógios roubados que surpreendeu na cama com um transexual.

Tamara aparenta ser infeliz. Vive numa mansão de 55 peças, em Londres. Ali, ano passado, convidou desconhecidos para uma noite disco regada a champagne, onde gastou 35 mil euros. Além de modelo, agora é empresária de produtos de beleza. Criou uma griffe de cosméticos para aproveitar a popularidade de seu programa de TV – o reallity show Tamara Ecclestone: Billion $$ Girl .

Dentro deste espírito deu-se sua despedida de solteira. Exatamente um mês antes do casamento, na Playboy americana, a noiva posou sem censura para as lentes do fotógrafo Tonny Kelly.

O próprio Papa fala em lobby gay no Vaticano

O papa Francisco lamentou a existência do que chamou de lobby gay existente na Cúria Romana durante encontro privado com a direção da Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosas e Religiosos (Clar). A notícia caiu na rede, via AFP, agência France Press.

A imprensa tem falado em lobby gay… é verdade, ele existe… é preciso ver, disse, referindo-se a um esquema de chantagens internas denunciado no começo deste ano. Na Cúria há gente santa, de verdade, há gente santa. Mas também há uma corrente de corrupção, também há, é verdade, disse o Papa no último dia 6 de junho.

No Chile, um post do grupo Clar, Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosas e Religiosos (foto) confirma a fala de Francisco. O papa ainda disse a reforma da Cúria Romana é algo que pedimos a quase todos os cardeais nas congregações prévias ao Conclave [que o escolheu como Papa]. Eu também pedi isso.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirmou que a audiência era privada e, portanto, não faria comentários. A foto da audiência chegou a ser liberada pelo jornal L’Osservatore Romano…Será que foi por acaso?

As primeiras notícias sobre um suposto lobby gay apareceram na revista italiana Panorama e no diário romano La Repubblica, pouco após o anúncio da renúncia do papa Bento 16. Os relatos, sem fontes declaradas, afirmavam que um grupo engajado em atividades homossexuais na Cúria deixavam a instituição sujeita a chantagem.

Na época, o governo do Vaticano considerou os relatos como difamatórios, não aferidos, não aferíveis ou completamente falsos. O relato da reunião foi publicado terça, 11, pelo veículo católico chileno Reflexión y Liberación, que tem orientação progressista.

Talvez por isso, o experiente Bergoglio, mestre da vida e versado na psicologia da alma humana, logo que assumiu tenha insistido em receber os filhos e as mulheres dos oficiais da Guarda Suíça, no Palácio Apostólico, em audiência especial.Na corporação, só os oficiais tem permissão para serem casados.

Leia Mais sobre a agenda do Papa em Fotos da Semana e Leia Mais sobre a recepção de Francisco a irados motociclistas harleyros em Vitrine.


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