Lua vermelha, Páscoa de sangue

Evaristo Sá fotografou o fenômeno da Lua Vermelha para Agência France Press, O Globo publicou. O mestre fotógrafo contrastou o eclipse com a escultura do Memorial JK, de madrugada.

Lua vermelha em Brasília.

Lua Vermelha, Páscoa de Sangue, diriam os antigos.

Que presságios nos pode trazer este sinal nos céus?

Incêndio Petrobrás agita Brasília e chega ao PR

A revista Veja desta semana revela:

O deputado federal André Vargas estaria sentindo-se abandonado pelo casal Gleisi Hofmann e ministro Paulo Bernardo, e também pelo ministro Gilberto Carvalho e, portanto, estaria disposto a abrir sua caixa de ferramentas – ou de informações.

Nas conversas com deputados, André Vargas também citou como algo que o PT não gostaria de ver revelado o caso da agência Heads Propaganda, do Paraná, diz Veja e continua:

A Heads é esquema deles”, teria declarado Vargas a colegas de partido.

Eles seriam a senadora Gleisi Hoffmann e o ministro das Comunicações do governo do PT.

Na gestão Dilma, a agência curitibana tornou-se líder em verbas recebidas do governo. A escalada meteórica está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Heads é de Claudio Loureiro, publicitário amigo do casal Gleisi e Bernardo, e faturou R$ 320 milhões em 2013 em contas do governo federal. Neste ano, assinou contrato de R$ 110 milhões para cuidar da imagem da Petrobras.

No programa Fantástico, da TV Globo, o deputado Fernando Francischini (SDD-PR) afirma que há fortes suspeitas de que parte dos R$ 10 bilhões lavados por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, financiou campanhas eleitorais. A lista de beneficiados é ampla e curiosamente também contempla a oposição.

Em Brasília, especula-se que André Vargas retorna à Câmara e renuncia ao mandato de deputado federal pelo PT-PR ainda antes da Páscoa. O ano político 2014, promete.

Soja: uma família, quatro bilionários

A revista Forbes aponta mais quatro bilionários no Brasil, e são todos da mesma família.

São os donos do grupo André Maggi, um dos líderes mundiais no segmento de agronégocio, e também um dos maiores produtores de soja do planeta.

Com um valor de mercado estimado pela publicação em US$ 6,26 bilhões, o grupo André Maggi é controlado pela família Maggi, liderada por dona Lúcia Borges Maggi (81). Além das lavouras o grupo controla empresas de navegação nos rios amazônicos.

O filho de Lúcia, o senador Blairo Maggi, é considerado o rosto do grupo. Sua irmã, Marli Maggi Pissollo está envolvida no dia a dia da Fundação André Maggi, o braço filantrópico da família.

Já o executivo Itamar Locks, casado com uma das filhas de Lúcia, cuida das fazendas do grupo.

Todos os quatro, d.Lucia, Blairo, Marli e Itamar, são bilionários, segundo a Forbes, com um patrimônio de US$ 1 bilhão cada.

Em fevereiro, a Forbes já havia apontado o senador Blairo Maggi como o político mais rico do Brasil, com uma fortuna de US$ 960 milhões na época.

Além de Lúcia Borges Maggi, outras 20 mulheres compõem a lista de bilionárias, publicada pela revista Forbes, no ranking dos brasileiros mais ricos.

Segundo o levantamento, ainda mais ricas que Lúcia são as filhas de Sebastião e Dirce Camargo – que morreu em abril do ano passado, aos 100 anos – herdeiras do grupo Camargo Corrêa.

Destaque também para as três filhas adotivas do fundador do Bradesco, Amador Aguiar – as gêmeas Lina Maria e Lia Maria Aguiar, e sua irmã Maria Ângela Aguiar Bellizia.

Cheiro de coisa ruim

Por oportuno, reproduzimos artigo – no Globo – de Zuenir Ventura, nosso estimado e bom amigo.

Aos 82 anos, parte da consciência crítica da Nação Brasileira, Zuenir Ventura é autor dos livros “1968: o ano que não terminou”, “Cidade Partida”,”Inveja: Mal Secreto”, “Chico Mendes: Crime e Castigo: Quinze anos depois”. Não é o tipo de repórter e escritor que a esquerda possa acusar de parcial.

Leiam o mestre:

Cheiro de Coisa Ruim

por Zuenir Ventura

Brasília tem fornecido à apreciação nacional um festival de “malfeitos”, que é a expressão consagrada pela presidente Dilma para definir deslizes e desvios cometidos por políticos e servidores públicos. O eufemismo acabou facilitando a vida dos jornalistas, que assim podem denunciar escândalos sem serem processados pelos envolvidos, desde que não chamem de ladrão quem roubou, e sim de autor de malfeito.

Bons tempos aqueles em que se dava nome aos bois sem medo e sem meias palavras: “Ademar rouba, mas faz.”

Nestas últimas semanas, os malfeitos foram ilustrados com exemplos que vão da promiscuidade entre um vice-presidente da Câmara e um traficante de dólares até os descaminhos da Petrobras com ameaça de CPI, passando pela manobra sorrateira de oferecer às operadoras de planos de saúde um perdão de multas de R$ 2 bilhões.

O caso mais rumoroso foi o do petista André Vargas, amigo do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, de quem usou emprestado o jatinho para viajar de férias com a família. Uma das gravações mostra que o deputado ajudava o fora da lei a negociar contratos suspeitos do Ministério da Saúde e que este chega a garantir ao parceiro que a negociata seria a “independência financeira dos dois” — palavra de quem comandava um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 10 bilhões em operações nebulosas. Apanhado em contradições e mentiras, Vargas, cujo patrimônio cresceu 50 vezes em dez anos, encalacrou-se tanto que, pressionado pelo próprio partido, Lula à frente, teve que se licenciar e renunciar à vice-presidência da Câmara. Mas já prometeu voltar de “cabeça erguida”, o que não é vantagem numa casa em que muitos de colegas costumam andar de cabeça baixa.

Enquanto isso, prosseguia a novela de nossa maior produtora de petróleo, que agora produz também discutíveis transações comerciais. A oposição recorreu ao STF para tentar instalar a CPI exclusiva, e o Planalto tenta ampliá-la para incluir denúncias contra governos de oposição. A esperta alegação é que é preciso apurar tudo, ou seja, não apurar nada.

Correndo por fora, há a medida com cheiro de coisa ruim para beneficiar os planos de saúde, segundo a qual uma multa que hoje seria de R$ 4 milhões cairia, com a nova regra, para R$ 160 mil. O perdão seria de R$ 2 bilhões para as operadoras. Um detalhe: a proposta infiltrou-se sub-repticiamente numa medida provisória aprovada na Câmara e que não tinha nada a ver com o caso.

A iniciativa é tão absurda que dever ser barrada no meio do caminho, mas já mostrou sua generosa intenção de impedir que 50 milhões de usuários continuem explorando os indefesos planos de saúde, coitados.

Como se vê, em Brasília há malfeitos para todos os gostos.

Favela querida: famosos na laje

O famoso jogador britânico, futebolista aposentado, mix de empresário e top-model, David Beckham, comprou uma casa no Vidigal, a mais fotogênica e panorâmica das favelas do Rio de Janeiro, quase no topo do morro Dois Irmãos.

Teria pago, pela posse da construção abusiva na encosta de Mata Atlântica, com vista para as praias de Ipanema, Arpoador e Copacabana, nada menos do que R$ 1 milhão.

A ideia surgiu quando Beckham subiu o morro em março. Foi amor à primeira vista. Panorama de tirar o fôlego, à luz do sol ou da lua.

Se os mitos podem sucumbir à árdua vida na favela, o povo das comunidades também se encanta com os mitos. No Vidigal – onde já vivem , encantados, mais de 1000 estrangeiros – já tem bolsa de apostas sobre quando vão aparecer os novos vizinhos – Beckham e sua mulher Victória. De preferência, com o figurino underwear ou fazendo gênero periguete.

Este ano, o belo e destemido casal comprou também a lendária Villa Versace, de Miami, onde o estilista foi assassinado. Pagou R$140 milhões pela casa com colossal Medusa em mosaico, ornamento da piscina. Leia Mais nos posts Miami terá Versace Villa Hotel (17/setembro/2013 ) e Mansão Versace à venda (18/junho/2012)

Naquele endereço da Flórida, já 4 donos bilionários morreram de forma não convencional, o último – Gianni Versace – em 1997.

Na linha laje chic, cultura funk, a atriz brasileira Mariana Ximenes também posou para ensaio fotográfico da revista VIP. Fez o gênero Periguete, com banho de mangueira em piscina de plástico, top de lurex estampado de oncinha, em ensaio do fotógrafo Alê de Souza.

Nenhuma laje jamais será a mesma, você jamais ouvirá um funk do mesmo jeito… sentenciou o jornalista Zeca Camargo.

Poesia em forma de luz

O Palazzo Serbelloni, endereço privilegiado da capital da Lombardia, desde os idos de 1700, é o cenário escolhido para o lançamento da linha de decoração e objetos de iluminação Hermés. Tudo a propósito da 53ª edição Salão do Móvel de Milão.

Ali podem ser apreciados a luminária Lanterne d’Hermès, projetada pelo cenógrafo francês Yann Kersalé, com luz modular de bateria recarregável, a evocar luzes de candeeiros utilizados nas embarcações antigas.

Há ainda as luminárias Pantographe e a Harnais, inspiradas na herança equestre da Hermès, criação da designer Michele de Lucchi. Hélène Dubrule definiu-as qual poesia em forma de luz.

O designer francês Philippe Nigro fez três peças de mobiliário inspiradas nos gabinetes antigos, peças únicas construídas artesanalmente.

Vitrine no Palazzo Serbelloni até o dia 13 de abril. E nas vitrines Hermés, em todo mundo, daí para frente. As fotos que ilustram este blog vieram a divulgação da famosa Maison francesa.

Francisco acolhe prostitutas no Vaticano

O papa Francisco encontrou quatro ex-prostitutas, hoje – 10 de abril -, mulheres sob proteção do estado italiano, depois que tiveram coragem de denunciar aqueles que as escravizavam, fazendo-as inclusive correio de tráfico de drogas.

As mulheres, de nacionalidades tcheca, húngara, argentina, e chilena, narraram ao pontífice suas histórias e ouviram palavras de encorajamento para superação dos traumas.

O episódio tem relação com os Evangelhos. A passagem onde Jesus acolhe Madalena, a prostituta arrependida, e diz: + Vai, e não peques mais. E, dirigindo-se aos fariseus que a condenavam, pergunta: + Quem está sem pecado? Atire a primeira pedra.

O papa disse que o encontro e o colóquio sobre escravidão humana e prostituição dentro da cidade do Vaticano são a materialização de um gesto para dizer:-Basta! Uma condenação da Igreja a todos os que promovem e exploram a prostituição de seres humanos.

Segundo Bergoglio, além de tratar os delitos com os rigores da lei, governos e sociedades devem motivar operadores humanitários capazes de oferecer acolhimento, calor humano e resgate das vítimas.

As palavras não são vazias da parte do Papa Francisco. Já enquanto arcebispo de Buenos Aires ele mantinha, pessoalmente e com recursos de seu próprio bolso, uma obra de misericórdia para resgate social de escravos do sexo e das drogas, escondendo, acolhendo e protegendo todas quem quisessem sair do meretrício e livrar-se de seus gigolôs e exploradores. O fato é enredo de livro recente, publicado em Buenos Aires, do escritor Gustavo Vera.

O encontro de hoje – 10 de abril – solicitado ao pontífice pela organização que combate a escravidão de pessoas – deu-se na esplêndida Casina Pio IV – sede da Academia Pontifícia de Ciências.

Francisco ouviu as 4 mulheres traficadas – antes de sua homilia numa Conferência Internacional sobre a Condição Humana e o Tráfico de Pessoas. O belo edifício renascentista fica nos jardins do Vaticano.

Ao encerrar a homilia, o Papa disse que uma pecadora arrependida, Maria Madalena, foi a primeira pessoa a ver Jesus Ressuscitado na manhã da primeira Páscoa cristã. Por isso é dever da Igreja acolher as mulheres nesta condição. Na ilustração, Santa Maria Madalena, em quadro clássico do século 19.

Salão Mundial do Mobiliário, em Milão


Maristela Quarenghi Requião está em Milão. Mandou fotos para o blog de sua visita ao Salão do Móvel 2014, a maior feira de produtos de decoração do mundo.

A Table T de Buymedesign equipada com luzes led, a mesa futurista Bellaforza – em ferro e vidro – do designer Gufran, a poltrona Magis do designer Grcic, a estante Roche Bobois entre os produtos selecionados pelo olho crítico de Maristela, já três vezes primeira dama do Paraná.

O olhar treinado para o design, – este da primeira diretora do Museu Oscar Niemeyer – o MON, Museu do Olho – desde que Maristela dirigia a tradicional loja A Nacional, vitrine da família Requião que começou na antiga rua 15. Endereço de bom gosto do qual Curitiba tem saudades.

Roma, ano 2.767, resplende

Amor a Roma. Até porque as mesmas letras que escrevem Amor, escrevem Roma.

Dia 21 de abril, Roma completa 2.767 anos ab urbe condita – isto é, da sua fundação como cidade. A 19 de agosto, recorda os 2000 anos da morte do imperador Augusto, sobrinho e sucessor de Júlio César, falecido no ano 14 antes de Cristo.

A novidade deste ano, em que se comemoram também os 2 mil anos da morte de César Augusto é o anúncio de financiamento por príncipes da Arábia Saudita do restauro e requalificação urbana do Augusteum, Mausoléu do Imperador que derrotou Marco Antônio e Cleópatra – a última rainha do Egito – na batalha naval de Anzio.

Cresce a presença dos petromilionários árabes sauditas no mecenato das artes e do restauro de monumentos na Itália.

O chamado Fórum de Augusto, complexo arqueológico às margens do rio Tibre, perto do folclórico restaurante Alfredo de Roma, ao longo da via della Ripetta, de 21 de abril a 18 de setembro terá espetáculo de som e luz.

A voz dos atores Piero Angela e Paco Lanziano, músicas, e projeções em 3D animarão a cena.

Será possível rever, reconstruída virtualmente, a estátua colossal do imperador que, segundo os historiadores clássicos, era alta de 12 metros e ficava em cima do monumento funerários. Perdeu-se nestes 2 mil anos de história.

Minuciosa pesquisa histórica a cargo do arqueólogo Gaetano Capasso.

O prefeito de Roma, cobrará ingressos, à caça de recursos para complementar a conservação da área bimilenarmente histórica.

O projeto de revitalização do Mausoléu de Augusto ( imagem acima), financiado em parte pelos príncipes sauditas, consiste em escadaria e rampas monumentais descendo até o nível do solo romano há 2000 anos atrás – isto é 2,60 metros, mais o parapeito de 1 m de altura. Isto para voltar a realçar o monumento imperial que, por ser muito antigo, está hoje enterrado.

A ideia é far parlare il piú possibile le pietre – fazer com que as pedras falem o mais possível, diz a secretária de cultura de Roma, Flávia Barca.

Na área também está a Ara Pacis Augustea, do ano 9 antes de Cristo, erguida pelo grande imperador para comemorar a Pax Romana, e suas vitórias em todo o Mar Mediterrâneo. Hoje transformada em museu, desde o começo dos anos 2000 pelo mundialmente afamado arquiteto Richard Meier. As ilustrações deste post são dos relevos em mármore do notável espaço também bimilenar.

Mortos, somos pó deitado. Vivos, pó levantado

O padre Antônio Vieira(1608-1697) nasceu em Lisboa e morreu na Bahia. Viveu também em Salvador, São Luís do Maranhão e Roma. Confessor de vários soberanos de Portugal e da Europa, defendeu os índios e os judeus da discriminação.Acabou perseguido pela Inquisição e odiado nas cortes. Voltou ao Brasil que tanto amou.

Um dos seus sermões mais eloquentes é aquele em que compara a vida humana a pó levantado, e a nossa morte, a pó deitado.

As fotos de Ludovic Florent foram a escolha nossa – de editores – para ilustrar as palavras imortais do pregador padre Vieira, no famoso sermão feito em Roma, na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses, diante da corte do Papa e da rainha Cristina da Suécia, então exilada na cidade eterna.

Na preparação para a Páscoa de 1670, quis o pregador jesuíta, mestre de retórica incomparável, lembrar aos mortais que o corpo é transitório e o sopro da alma é quem lhe dá a vida.

O fotógrafo moderno Florent, nascido em 1976, em Dunquerque, cidade francesa a 10 km da fronteira com a Bélgica, hoje com estúdio em Metz, persegue a beleza dos contrastes em claro e escuro. Seu ensaio Poussiéres des Etoiles explora a beleza do corpo humano, sua natural sedução, envolto numa áurea de pó.

- Cada envelope carnal esconde uma alma que é sensitiva e vibrante. E eu tento captar isto nas minhas fotografias, diz Ludovic Florent.

Somos pó, e ao pó retornaremos. Vivos somos pó levantado. Mortos, pó deitado… ensinou Antônio Vieira. Lição de Paixão e Páscoa. Apreciem:

Esta nossa chamada vida não é mais que um círculo que fazemos de pó a pó: do pó que fomos ao pó que havemos de ser. Uns fazem o círculo maior, outros menor, outros mais pequeno, outros mínimo. Mas, ou o caminho seja largo, ou breve, ou brevíssimo, como é círculo de pó a pó, sempre e em qualquer parte da vida somos pó.

Tudo é pó. Que é Roma levantada? A cabeça do mundo. Que é Roma caída? A caveira do mundo.

Que são esses pedaços de Termas, e Colisseus, senão os ossos rotos, e troncados desta grande caveira? E que são essas Colunas, essas Agulhas desenterradas, senão os dentes, mais duros, desencaxados dela! Quão sisuda seria a cabeça do mundo se se visse bem na sua caveira

Abri aquelas sepulturas, diz Agostinho, e vede qual é ali o senhor e qual o servo? Qual é ali o pobre e qual o rico?

Discerne, si potes: distingui-me ali, se podeis: O valente do fraco? O formoso do feio? O rei coroado de ouro do escravo de Argel carregado de ferros? Distingui-los? Conhecei-los? Não por certo.

O grande e o pequeno, o rico e o pobre, o sábio e o ignorante, o senhor e o escravo, o príncipe e o cavador, o alemão e o etíope, todos ali. Todos são da mesma cor.(…)

Ninguém morre para estar sempre morto; par isso a morte nas Escrituras se chama sana. Os vivos caem em terra com o sono da morte: os mortos jazem na sepultura dormindo, sem movimento nem sentido, aquele profundo e dilatado letargo…

Mas quando o pregão da trombeta final os chamar o juízo, todos hão de acordar e levantar-se outra vez. Então dirá cada um com o rei Davi: Ego dormivi, et soporatus sum, et esxurrexi. Eu dormia, descansava, então ressuscitei!

Quando considero na vida que se usa, acho que não vivemos como mortais, nem vivemos como imortais. Não vivemos como mortais, porque tratamos das coisas desta vida como se esta vida fora eterna.

Não vivemos como imortais, porque nos esquecemos tanto da vida eterna, como se não houvera tal vida.

Lembre-se pois o pó caído que há de ser pó levantado. Boa Páscoa, leitores.


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